O OUTRO LADO DA MOEDA!!!

1.19.2006

Presidenciais 2006 II

Apoio Mário Soares nas Presidenciais 2006, apesar das "Minhocas e Escaravelhos..." que o acompanham, e de este ter falhado em duas coisas essenciais, recordando-as, primeiro não se mostrou capaz de se anunciar sozinho a sua candidatura e depois esperar que o P.S. o apoiasse como seria lógico, mas fez o contrário, o que dá a ideia que concorda com a partidarização do cargo, errou e o P.S. também, para além disso e em segundo lugar, Mário Soares, hipotecou o consenso á esquerda (mesmo que este fosse tardio, ou seja, só na segunda volta) ao anunciar-se com uma boa parte das estruturas políticas de topo do P.S. presentes, rejeitando um apoio do Bloco de Esquerda, será que este não tinha força para avançar sozinho? Claro que tinha! Não o fez, por isso errou.


Mas apesar dos erros referidos apoio-o pelos seguintes motivos:

Mário Soares, é um Federalista Europeu convicto (embora algo mitigado em alguns aspectos), ao contrário do nacionalismo de esquerda defendido até á exaustão por Manuel Alegre, e que muitos julgam saudável, mas que para mim não passa de um egoísmo encapotado igual ao da direita ou da extrema-direita, a ideia de "Pátria" (como a de nação Portuguesa) trouxe-nos até aqui e não acredito que, ao cavarmos uma trincheira mais funda atrás desta sejamos capaz de evoluir para uma coisa melhor, distinguindo-o claramente estes dois por Mário Soares ter, e ao contrário do que muitos pretendem passar, ou até pensam, uma juventude de pensamento que o faz estar á frente de qualquer ideia mais cristalizadora de uma Social-Democracia já implementada (tenha esta experiência sido nórdica ou alemã), ideologia que como este diz "se renova com a experiência", aliás é o único candidato ideologicamente realmente ao centro, com a esquerda depois do hífen.


O grande "tribuno" é único a defender nesta campanha aquela trilogia de valores que me são tão caros:

A promoção da Igualdade formal, legal e ideológica não só como meta mas como acção e questão central do seu mandato.


A defesa da Liberdade, mesmo daqueles que, não gostam da palavra “Pátria”, de uma Liberdade de pensamento com futuro, olhando para os desafios sem teias de aranha nem balizas religiosas ou morais.

A capacidade de promover a Fraternidade, entre todos os campos da esquerda, sem atavismos de se declarar ser anti uma ou outra facção da esquerda (seja por ser partidária ou não), algo que será proveitoso para uma segunda volta, mas mais importante do que essa questão estratégica de reunir Fraternalmente esta federação de povos (que se julgam todos iguais, embora tendo diferenças regionais tão distintas) sob a égide de objectivos comuns dentro da Europa e da Península Ibérica, não se esquecendo dos outros povos linguísticos próximos noutros continentes.

6 Comments:

Blogger A. Cabral said...

Nao me convence o Federalismo Europeu de Soares como melhor que o nacionalismo de Alegre. Alias questiono se os dois sao alternativa, parecem ser complementares. O federalismo europeu em certos pontos acentua o nacionalismo, veja-se a forca que tem dado as extremismos de direita (ate em Portugal). Num modelo complexo, sao complementares, enquanto o federalismo se efectua em certos niveis socio-culturais, o nacionalismo recrudesce noutros, mas nao se encontram.

A alternativa segue outra logica, internacionalista e que nao caia nem no chauvinismo nacionalista, nem europeista.

20/1/06 15:03  
Blogger Fábula said...

soares ñ deu luta ao cavaco, ei-lo aí c a merecida vitória a caminho de belém. em parte a culpa é do PS, deviam ter apoiado outro candidato...

23/1/06 20:47  
Blogger augustoM said...

Gosto da maneira com defendes a tua dama,por isso dou-te os meus parabéns, embora eu não participe da mesma opinião a respeito de Mário Soares, mas isso levaria muito tempo a explicar.
Um abraço. Augusto

24/1/06 14:10  
Blogger Willespie said...

Pergunto eu ao Fernando B. O que é que ele entende por "direita revanchista"?

Gostava de poder esclarecer esse ponto já que a mim parece-me que a ideia do Fernando B. está a fazer transparecer a seguinte conclusão, seja intencionalmente ou apenas por lapso.

O Fernando B. considera a candidatura do Cavaco Silva e o apoio partidário da direita parlamentar como sendo a “direita revanchista”.

Portanto, à partida o Fernando B está assim a considerar a própria existência activa de uma entidade política em si, como sendo ela “revanchista”.

Com base nesta informação fico com a ideia de que para si, a “direita revanchista” é o Cavaco Silva em pessoa, e para que a “direita” não fosse considerada “revanchista” nesta eleição, ela teria que ter deixado de concorrer e/ou participar por completo na mesma.

Se for esta a sua ideia, então considero-a uma demonstração de baixíssima cultura democrática. Se não for então peço-lhe para esclarecer melhor o que entende por “direita revanchista”.

Acrescento também que considero pessoalmente que a democracia é um sistema que é pela sua natureza, imune a “revanchismo” desde que os votos sejam livres como são.

Por fim esclareço que não sou, nem me identifico com, a direita.

26/1/06 03:13  
Blogger augustoM said...

Então que tal achaste o jantar? Espero revermo-nos no próximo.
Ficamos à espera do livro.
Um abraço. Augusto

31/1/06 13:34  
Blogger SDF said...

"...aliás não concordo em nada com o teu comentário...refiro-o no meu post sobre o assunto...temos que falar sobre a Associação...um abraço..."

Sandro: deixaste-me este comment no meu blog, mas vim ao teu procurar o teu tal post sobre o assunto e não encontrei... onde 'tá o rapaz? ;-)

31/1/06 19:53  

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